quinta-feira, 9 de julho de 2009

Encontros para apresentação do Concurso de Seleção para Pontos de Cultura no Estado de SP

O Ministério da Cultura (MinC), a Secretaria de Estado da Cultura (SEC-SP) e a Comissão Paulistas de Pontos de Cultura (CPPC) realizarão encontros para apresentação do edital para seleção de 300 novos Pontos de Cultura no estado de São Paulo.
Serão 26 encontros, sendo cinco na Região Metropolitana de São Paulo e o restante em cidades do interior do estado. Todas as regiões serão contempladas.
Os encontros serão realizados entre 16 de julho e 10 de agosto. O edital foi lançado no dia 24 de junho e estará aberto até 24 de agosto.
Confira as cidades do interior onde serão realizados os encontros no site da Representação Regional do MinC em São Paulo.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Encontro de Interações Estéticas reúne mais de 200 representantes de pontos de cultura.

Representantes de pontos de cultura de todo Brasil participaram na sede da FUNARTE  em São Paulo do Encontro de Interações Estéticas. Realizado pela Secretaria de Cidadania Cultural do Minc e Fundação Nacional de Artes - FUNARTE, o encontro propiciou que experiências de produtores de alguns dos 93 projetos realizados sob incentivo do prêmio concedido pelo edital de 2008 pudessem ser compartilhadas durante dois dias. 

Além de uma importante interação das experiências vividas nos diferentes universos simbólicos e contextos socioculturais, a programação contou com lançamento de editais e apresentação do Projeto Maracatu Atômico / Kaos-navial juntamente com o maracatu rural do ponto de cultura Estrela de Ouro. O espetáculo O BANQUETE, de Zé Celso Martinez encerrou no teatro oficina a programação do encontro. 


II Prêmio de Interações Estéticas - Residências Artísticas em pontos de cultura.


Lançado dia 30 de junho, no Encontro de Interações Estéticas, o edital de 2009 vai contemplar 70 novos projetos de residência artística em pontos de cultura nas mais diversas linguagens e formas de expressão cultural e artística. Serão 66 projetos regionais e 5 nacionais, o que compreende um montante de mais de 2 milhões de investimento. 


mais informações acesse www.cultura.gov.br 

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Edital de Seleção para Pontos de Cultura do Estado de São Paulo

O secretário de Cidadania Cultural do MinC, Célio Turino, explicou que a ação conjunta tem por objetivo apoiar entidades e incentivar iniciativas da sociedade civil que desenvolvam papel relevante em suas comunidades por meio do fomento, difusão, produção e formação cultural. “Com os Pontos de Cultura estamos promovendo a criação e a integração de uma rede de ações e serviços culturais em todo o país, contribuindo para o desenvolvimento de comunidades historicamente sem acesso aos instrumentos e mecanismos de fomento cultural. Esperamos que o edital possa contemplar a rica diversidade cultural do Estado de São Paulo”, destacou Turino.


Por sua vez, a secretária de Articulação Institucional do MinC e coordenadora executiva do Programa Mais Cultura, Silvana Meireles, enfatizou que a cultura ocupa o 6º lugar nos gastos mensais da família brasileira, independente da classe social, ficando acima da educação. “É um indicador de que o povo necessita e deseja cultura. No entanto, o Brasil ainda apresenta um grave cenário de exclusão cultural. Para superarmos essa realidade, os governos, em todas as esferas, devem colocar a cultura em suas agendas políticas. Estamos apostando muito na aliança com os estados e municípios em nossa missão de implementar uma política que garanta os direitos culturais dos cidadãos brasileiros”, afirmou.

O secretário de Cultura de São Paulo, João Sayad, celebrou a parceria com o Ministério da Cultura, que possibilitará a transferência direta de recursos para apoiar iniciativas culturais da sociedade civil. “Estamos vencendo o formalismo e a burocracia, garantindo recursos para apoiar o segmento da população que mais precisa”, afirmou. Segundo o secretário, o governo estadual oferecerá capacitação para auxiliar as entidades a apresentarem projetos ao edital. “É preciso eliminar barreiras entre o Estado e a sociedade”, ressaltou.

Para Robson Bonfim Sampaio, representante da Comissão dos Pontos de Cultura de São Paulo, o apoio direto dos governos representa uma nova forma de fazer política cultural, que contempla a diversidade dos produtores, agentes e criadores culturais. “Significa não só mais recursos, mas também mais transparência nos recursos destinados à cultura, democratizando a produção criativa do país.”

As 300 iniciativas a serem contempladas formarão a maior rede de Pontos de Cultura do país. O estado de São Paulo tem hoje cerca de 200 Pontos já apoiados. No Brasil, são mais de 1.500 iniciativas contempladas pelo Ministério da Cultura, por meio dos programas Cultura Viva e Mais Cultura. A meta é chegar a mais de duas mil até o final do ano.

As inscrições ao edital estarão abertas de 24 de junho a 24 de agosto. Podem participar pessoas jurídicas de direito privado sem fins lucrativos, como associações, sindicatos, cooperativas, fundações privadas, escolas comunitárias, associações de pais e mestres, ou Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIPs), Organizações Sociais (OS) e Pontos de Cultura, sediados em São Paulo e com atuação comprovada na área cultural há pelo menos dois anos.

O EDITAL

O objetivo do edital é a concessão de apoio na forma de prêmio, por meio de repasse de recursos financeiros do Programa Mais Cultura - Pontos de Cultura, para projetos culturais que desenvolvam ações continuadas em pelo menos uma das áreas de Culturas Populares, Grupos Étnico-Culturais, Patrimônio Material, Audiovisual e Radiodifusão, Culturas Digitais, Gestão e Formação Cultural, Pensamento e Memória, Expressões Artísticas, e/ou Ações Transversais.

Confira!

quarta-feira, 10 de junho de 2009

COLETIVO DE COMUNICADORES POPULARES

No Brasil, seis famílias (Civita, Marinho, Frias, Saad, Abravanel e Sirotsky) “produzem” praticamente toda a informação que chega aos 184 milhões de habitantes. Quase sem fiscalização, concentram em suas mãos um poder gigantesco de manipulação, contrariando a legislação federal. Para garantir seus lucros e os de seus investidores, essas famílias não hesitam em criminalizar as lutas dos movimentos sociais e distorcer a realidade vivida pelos trabalhadores. Em Campinas, não é diferente: a Rede Anhanguera de Comunicação (RAC) monopoliza os meios impressos na cidade e região (Correio Popular, Diário do Povo, Notícia Já, Gazeta do Cambuí, Gazeta de Piracicaba, Gazeta de Ribeirão). É com esse poder que (de)formam a opinião pública, tratando, em geral, as manifestações populares como casos de polícia.

De 21 a 28 de novembro de 2008 ocorreu a 1ª Mostra Luta!Durante esta semana, muitos sem-voz falaram, através de vídeos, sobre sua realidade, sonhos e lutas: a luta dos sem-terra, dos sem-teto, dos sem-trabalho, a luta contra a privatização das nossas riquezas, pela diversidade sexual e pelo acesso à arte e cultura, a luta operária e estudantil, a luta antimanicomial, enfim, a luta geral pela sobrevivência. Após cada sessão, aconteceram debates com os realizadores, movimentos sociais, grupos e participantes dos filmes, discutindo as ferramentas, possibilidades e limites da utilização do audiovisual como instrumento de luta, bem como, meio pelo direito à comunicação e expressão. Um dos resultados da 1ª Mostra Luta! foi a formação do Coletivo de Comunicadores Populares, que está a organizando a mostra deste ano.

A 2ª Mostra Luta! acontecerá de 21 a 28 de novembro de 2009. Este ano, resolvemos ampliar as linguagens e teremos uma exposição fotográfica abordando diferentes lutas, além de oficinas e mesas de debate sobre comunicação popular. As inscrições para os filmes ocorrerão entre os dias 08 de junho e 31 de agosto. Se você tem um filme que retrate alguma luta e tem interesse em divulgar, envie para a 2ª Mostra Luta! Para maiores informações, leia o regulamento.

Que esta realidade seja registrada em imagens e exibida em forma de filmes, para exibir o outro lado da história que, em geral, não é contado

terça-feira, 2 de junho de 2009

perro loco!! últimos dias


A Nova Rouanet | audiovisual

Em reunião na última semana, em seu gabinete, o ministro da Cultura, Juca Ferreira, recebeu representantes do Congresso Brasileiro de Cinema (CBC). Acompanharam o ministro, o secretário-executivo Alfredo Manevy, o secretário de Audiovisual Silvio Da-Rin e o presidente da Agência Nacional do Cinema (Ancine), Manoel Rangel. Já o CBC foi representado na reunião por seu presidente, Rosemberg Cariri e vários diretores, entre os quais o secretário geral do CNC, João Baptista Pimentel Neto.


Os representantes do setor apresentaram a demanda de que a Nova Rouanet contemple atividades do cinema não-comercial. Atualmente, eles são atendidos pela Rouanet - ou por meio da renúncia fiscal ou por meio do Fundo Nacional de Cultura (FNC). Com a reforma, o FNC terá seis fundos setoriais, sendo um o do audiovisual (FSA), já existente.


No entanto, os representantes do setor argumentram que o FSA não atende às atividades de cineclubismo, festivais e documentários. A questão foi assimiliada e o ministro da Cultura comprometeu-se a fazer um ajuste na Nova Rouanet, para incorporar o fomento essas atividades, que ganharam peso nos últimos seis anos.


A ideia estudada é atender a área com recursos próprios, a partir de parte do FNC, com um modelo de gestão compartilhado. Isso significa um acréscimo de recursos a este importante setor do audiovisual, que vem sendo beneficiados por programas da Secretaria do Audiovisual.


Os representantes do setor aproveitaram para defender a discussão sobre a Nova Rouanet, considerada necessária. Após o fim da consulta pública, o Ministério da Cultura está sistematizando as propostas apresentadas. Um grupo de produtores culturais criou um abaixo assinado de apoio à proposta, na internet.


Veja o programa da TV Brasil com o ministro falando sobre a nova Lei.


Fonte: Blog da Rouanet

quarta-feira, 29 de abril de 2009

uma nova lei!

* A antiga sede da UNE localizada na Praia do Flamengo -132, após ser incendiada em 1 de abril de 1964 durante ditadura militar e demolida na década de 80, é um exemplo próximo para lembrarmos da existência de bens simbólicos que permanecem no imaginário da população e que precisam ser preservados. Veja o vídeo!

 
Uma das críticas que acompanhamos na grande mídia diz respeito a um certo “dirigismo cultural”, que estaria contido na Nova Lei. Ora, devemos partir do principio que se a verba é pública o estado tem de saber onde, porque e como ela esta sendo investida. Isso tem menos a ver com “dirigismo cultural” e sim com maior controle na gerencia dos recursos públicos aplicados. Parâmetros mais claros quanto aos aspectos técnicos e orçamentários do projeto e principalmente o seu retorno social são necessários. Boa parte das iniciativas culturais que foram incentivadas pela lei Rouanet, cito por exemplo o Cirque du Soleil, provem de investimentos altos aos cofres públicos porém sem contrapartida social e acessibilidade ao público restrita c
om ingressos que variavam entre 230 a 490 reais.

A estruturação dos conselhos setoriais municipais e estaduais como estão previstos, com participação da sociedade civil em 50%, e a prerrogativa para a estruturação dos Conselhos Municipais de Cultura, são a melhor forma para aumentar a representatividade a qual evita tanto a influencia estatal quanto a privada.

Outro fator marcante para a urgente reformulação da lei de fomento diz respeito a desigual distribuição dos recursos aplicados em cada estado. Segundo fonte do próprio MINC em 2007 as regiões Sudeste/ Sul captaram 80% do investimento, ao passo que o Centro Oeste ficou com 11%, o Nordeste com 6% e o Norte com 3% apenas.

Não deixaram ainda assim que haver reclamações, fruto da pequeneza na visão política e cultural de nossa elite, quanto a interpretação desses dados. Não uso aqui o conceito elite no sentido de classe social mas no sentido entre relação de interesses, como estas opiniões colhidas na internet; “A reforma da Lei não pode punir os produtores e artistas que fazem teatro de qualidade só porque moram no Rio ou em São Paulo. O que governo quer? Tirar os 10
0% de abatimento da gente e transferir para o Piauí?” e “É natural que grandes centros produzam e consumam mais cultura. Na França, 70% dos recursos da cultura são gastos apenas em Paris”.

Poderíamos assim entender se a Nova Lei não devesse justamente servir para equacionar as disparidades sociais, econômicas e culturais refletida entre os estados, fruto de modelos centralizadores a qual foi montada a moderna indústria cultural brasileira. Essa visão ainda provinciana na distribuição dos recursos merece que mecanismos como os Fundo Setoriais; das Artes, da Cidadania, da Identidade e Diversidade Cultural, da Memória e Patrimônio Cultural Brasileiro, do Livro e Leitura, do Fundo Global de Equalização, do Fundo Se
torial do Audiovisual funcionem de forma a fortalecer o potencial artístico e criativo de cada região.

A questão da juventude brasileira, e dentro de um espectro mais amplo o estudante, é o momento especial da vida onde os valores, crenças, hábitos e educação estão sendo “cultivados” – do termo colere; Cultura. Arriscaria dizer ser esta a parcela da sociedade onde mais se produz, e se tivessem maiores condições, mais consumiria cultura também.

O Vale Cultura proposto pelo MINC no valor de R$ 50,00 (o governo dará 30% de renuncia fiscal, o emp
regador 50% e o trabalhador 20%) deve assim também estar a disposição para os bolsistas pesquisadores, estagiários e jovens do primeiro emprego a fim de obter maior acesso aos bens culturais.

Sob opinião particular do autor, ao Ministério da Cultura abrir novas cotas para incentivo via renúncia fiscal (hoje só é permitido 30% ou 100%) devemos estabelecer também novos critérios, tal como acessibilidade social, para seleção e obtenção destas cotas. Assim, os projetos culturais que forem alcançar as faixas de dedução de 80%, 90% e 100% devem isentar o jovem, caracterizado hoje entre 15 e 29 anos segundo o Plano Nacional de Juventude, no valor de 25% do preço da entrada. Esta ação afirmativa proporia um vinculo sincero a ju
ventude brasileira, no sentido de incentiva lo a frequentar novos espaços e programação cultural, e a almejar o seu ingresso na vivencia escolar para a obtenção da meia entrada e da carteira de identificação estudantil.

Fellipe Redó



Graduando em História - UFRJ , Diretor de Cultura da UEE/RJ, Coordenador do Ponto de Cultura CUCA da UNE/RJ

contate-o : felliperedo@gmail.com